UM SÓ

UM SÓ

Cada um tem sua cruz, é verdade. Projetos interrompidos, família desestruturada, relacionamentos abusivos. Aperta de modo muito particular, a gente sabe. Falta de discernimento vocacional, questões políticas desgastantes, impaciência com o próximo. As cruzes, muitas vezes, se acumulam. Inconstância na vida de oração, lembranças angustiantes relacionadas à afetividade e sexualidade, sensação de ser incapaz de perdoar. São tantas. 

Hoje, no entanto, as palavras ajudam a lembrar o mais necessário: não importam quantas são as cruzes, na nossa vida só há espaço para um Cristo. Pessoa da Santíssima Trindade. Amor. Misericórdia. Cristo que dá a vida, não que mata. Que não é morte, dor ou sofrimento de quem quer que seja. 

Só há espaço para o Cristo que não se esconde inteiramente nos intelectuais, mas apresenta a força da Igreja na voz de alguma senhora simples do interior. Cristo, a quem o zelo pela santa liturgia nos conduz. Cristo que ama a todos, que deixa 99 por 1, em uma matemática que nos parece tão estranha. Cristo que une! E a divisão, não se engane, vem do seu inimigo. Cristo que não desiste de uma só alma, que enxerga o quão preciosa é cada uma. Cristo! Deus! Homem! Mistério! São muitas as cruzes em nossas vidas. Mas Cristo sempre será um só. E Ele é o amor, o grande amor que nos transforma.